domingo, 1 de junho de 2014

Cancro Duro (Sífilis)

A sífilis é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria: a Treponema pallidum. Ela é adquirida, principalmente, via contato sexual desprevenido, com parceiro infectado. Pode ser transmitida de mãe para feto: sífilis congênita.

Conhecer sobre ela é de extrema importância, uma vez que, não sendo curada, pode manifestar complicações sistêmicas e, inclusive, causar problemas como cegueira, paralisia e danos cerebrais.

Seus principais sintomas podem ser confundidos com o de outras doenças sexualmente transmissíveis. Assim, o diagnóstico confirmatório deve ser feito, buscando em amostras de sangue a presença de anticorpos anti-Treponema neste material.
A sífilis se apresenta de 5 formas no organismo

Sífilis primária: trata-se de uma lesão ulcerada (cancro) não dolorosa (ou pouco dolorosa), em geral única, com a base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa (líquida, transparente) escassa e que pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clítoris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas que pode tambem ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas. É frequente também a adenopatia inguinal (íngua na virilha) que, em geral passa desapercebida. O cancro usualmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes. Entre a segunda e quarta semanas do aparecimento do cancro, as reações sorológicas (exames realizados no sangue) para sífilis tornam-se positivas.

Sífilis Secundária: é caracterizada pela disseminação dos treponemas pelo organismo e ocorre de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. As manifestações nesta fase são essencialmente dermatológicas e as reações sorológicas continuam positivas.

Sífilis Latente:
nesta fase não existem manifestações visíveis mas as reações sorológicas continuam positivas.

Sífilis Adquirida Tardia:
a sífilis é considerada tardia após o primeiro ano de evolução em pacientes não tratados ou inadequadamente tratados. Apresentam-se após um período variável de latência sob a forma cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa etc. As reações sorológicas continuam positivas também nesta fase.

Sífilis Congênita: é devida a infecção do feto pelo Treponema por via transplacentária, a partir do quarto mes da gestação. As manifestações da doença, na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros dias de vida e podem assumir formas graves, inclusive podendo levar ao óbito da criança.

A sífilis pode ser evitada com o uso da camisinha e tratada com a utilização da penicilina: procedimentos que evitam esta gama de complicações.

Recomenda-se que o infectado não tenha relações sexuais neste período.

Mulheres gestantes ou que desejam engravidar devem fazer o exame, a fim de prevenir uma possível contaminação do bebê.

 
Sífilis primaria
Sífilis secundária
Sífilis Congênita




Cancro Mole

O cancro mole é uma doença sexualmente transmissível que consiste em feridas contagiosas irregulares, avermelhadas, com base mole e fundo purulento. Geralmente são múltiplas, devido à capacidade de autoinoculação. Podem ocorrer, principalmente, nos órgãos sexuais, mas lábios, boca, língua e garganta também podem ser afetados.

Esta doença surge como pequenas feridas com pus. Estas se tornam úmidas, maiores, mais profundas e dolorosas com o passar do tempo. Podem aparecer outras ao redor e aproximadamente duas semanas após a manifestação, íngua na região da virilha, conferindo dor e desconforto.

Conhecida também como cavalo, cancroide ou cancro venéreo, este mal - que ocorre mais frequentemente em indivíduos do sexo masculino - é causado pela bactéria gram-negativaHaemophilusducreyi.Com período de incubação de aproximadamente 5 dias, pode ser completamente curada, caso seja feito tratamento adequado.

O uso de antibióticos,prescritos e utilizados da forma correta, é essencial na maioria dos casos. Recomenda-se ainda, como forma terapêutica, o acompanhamento médico até a involução total dos ferimentos e abstinência sexual total e tratamento dos parceiros sexuais, mesmo que estes não apresentem os sintomas, visto que há casos de portadores assintomáticos, principalmente em indivíduos de sexo feminino.

Como no caso da maioria das DST’s, o uso de camisinha e a higienização genital antes e após o relacionamento sexual são importantes para preveni-la
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Candidíase

Mais comumente causada pelo fungo CandidaAlbicans, a candidíase é uma doença que pode acometer qualquer parte do corpo humano, mas atinge mais frequentemente os órgãos genitais gerando grande incomodo como coceira, ardência ou dor ao urinar, vermelhidão, dor durante as relações sexuais e corrimento branco e espesso.O método diagnóstico mais comum é o exame realizado em consultório ginecológico. O médico, com base nas queixas da paciente, no exame clínico, que identifica o tipo de corrimento característico que, combinado aos sintomas presentes e eventualmente após a realização de exames adicionais, caracteriza a enfermidade.  O fungo causador da candidíase pode ser encontrado no exame de Papanicolaou, no qual é feita a raspagem do canal vaginal e colo do útero para análise laboratorial. Encontrar o fungo no laudo não significa que a paciente tenha a candidíase. A bacterioscopia, exame em que a secreção vaginal é analisada em laboratório, também pode auxiliar no diagnóstico.No homem apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio (balanopostite) e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões puntiformes (em forma de pontos),avermelhadas e pruriginosas. Alguns fatores são facilitados dessa micose:

• Antibióticos;
• Gravidez;
• Diabetes;
• Outras infecções (por exemplo, pelo vírus HIV);
• Deficiência imunológica;
• Medicamentos como anticoncepcionais e corticoides;
• Relação sexual desprotegida com parceiro contaminado;
• Vestuário inadequado;
• Duchas vaginais em excesso. 


Entre 20% a 25% dos casos de corrimentos genitais de natureza infecciosa têm como causa a Candidíase. Diz-se que 75% das mulheres têm essa infecção pelo menos uma vez na vida.
Para o tratamento da doença são recomendadas medidas simples:
  • Devem-se evitar vestuários inadequados;
  • Não praticar duchas vaginais;
  • Não utilizar desodorantes íntimos;
  • Abstinência sexual durante o tratamento;
  • Utilizar camisinha.
Juntamente com essas indicações é recomendado o uso de antimicóticos via oral, além da utilização de creme vaginal de uso tópico. Todo tratamento deve ser indicado por um especialista, pois cada doença possui a sua indicação adequada.
 CandidaAlbicans 
Candidíase em Virilha Masculina

                                              
                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

Herpes simples genital

O que é?
Herpes genital é uma doença sexualmente transmissível, causada pelo vírus do herpes simples (HSV), afeta a pele ou as membranas mucosas dos genitais. Uma vez dentro de um organismo, dificilmente esse vírus será eliminado, pois  afeta a pele ou as membranas mucosas dos genitais. Além disso, como se esconde dentro das raízes nervosas, o sistema imunológico não tem acesso a ele.

Tipos:
            
a) O tipo 1, manifesta-se na região da boca, nariz e olhos;
b) O tipo 2 manifesta-se no ânus e nádegas
Causas:
O vírus do herpes simples (HSV) é transmitido de uma pessoa a outra durante o contato sexual. Você pode se infectar com herpes quando a pele, a vagina, o pênis ou a boca entrarem em contato com os de uma pessoa que já tenha herpes.

Sintomas:
·         Diminuição do apetite
·         Febre
·         Mal-estar geral
·         Dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos.Os sintomas genitais incluem a aparição de pequenas bolhas doloridas cheias de fluido transparente ou cor de palha. Elas normalmente se encontram:
·         Em mulheres: nos lábios externos da vagina, na vagina, no cérvix, ao redor do ânus e nas coxas ou nádegas
·         Em homens: no pênis, no escroto, ao redor do ânus, nas coxas ou nádegas
·         Em ambos os sexos: na língua, na boca, nos olhos, nas gengivas, nos lábios, nos dedos e em outras partes do corpo
·         Antes que as bolhas apareçam, a pessoa pode sentir a pele formigando, queimando, coçando ou pode sentir dor no local onde as bolhas vão aparecer
·         Quando as bolhas se rompem, deixam úlceras rasas muito dolorosas. Essas úlceras podem formar crostas e curar-se lentamente em 7 a 14 dias ou mais
Outros sintomas que podem ocorrer incluem:
·         Linfonodos aumentados e sensíveis na virilha durante uma crise
·         Dor ao urinar
·         As mulheres podem ter corrimento vaginal ou, ocasionalmente, não podem esvaziar a bexiga e precisam de um cateter urinário
Uma segunda crise pode aparecer semanas ou meses depois da primeira. Essa crise é quase sempre menos grave e de menor duração que a primeira. Com o tempo, o número de crises pode diminuir.
Uma vez que uma pessoa é infectada, no entanto, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. O vírus pode permanecer "dormente" (adormecido) por um longo período (chamado de latência).
A infecção pode se reativar ou piorar a qualquer momento. As situações que podem ativar infecções latentes e iniciar uma crise incluem:
·         Fadiga
·         Irritação genital
·         Menstruação
·         Estresse físico ou emocional
·         Trauma
Os ataques podem acontecer com pouca frequência, como uma vez por ano, ou com tanta frequência que os sintomas parecem ser contínuos. As infecções recorrentes em homens normalmente são mais moderadas e duram menos que nas mulheres.

Tratamento:
 
O aciclovir é uma droga usada para o tratamento do herpes genital. Mas não há tratamento para cura das herpes, porém medicamentos antivirais podem diminuir e prevenir as erupções. 

 Recomendações

* A melhor maneira de prevenir o herpes genital e usar preservativo nas relações sexuais e evitar múltiplos parceiros;
* Mesmo que a mulher não tenha lesões visíveis, deve informar o médico de que é portadora do vírus do herpes genital, se pretende engravidar;
* Apesar de as lesões regredirem espontaneamente nas pessoas com resposta imune satisfatória e as recidivas serem menos graves do que a primeira infecção, elas podem continuar transmitindo o vírus do herpes genital.



Gonorreia

O que é?

É uma DST (doença sexualmente transmissível)  curável.Causada pela bactéria Neisseria gonorrheae.

Sintomas


Para mulheres, os primeiros sintomas da gonorreia geralmente costumam aparecer de 2 a 5 dias depois do contato sexual com parceiro infectado. Quando a mulher os primeiros sintomas podem ser:

     ·         Sensação de dor ou queimação ao urinar.
     ·         Corrimento vaginal amarelo ou com sangue 
     ·         Aumento na frequência urinária
     ·         Dor de garganta
     ·         Dor durante o ato sexual

Homens costumam ter sintomas mais frequentes do que mulheres podem ser:

·         Sensação de queimação ao urinar.
·         Pus branco, amarelo ou verde saindo do pênis sem nenhuma dor. 
·         Testículos doloridos ou inchados. 
·         Vermelhidão ou inchaço na abertura do pênis (uretra)
·         Testículos doloridos ou inchados
·         Dor de garganta (faringite gonocócica)

Mas infecção se espalhar para a corrente sanguínea, pode ocorrer sintoma como a febre.

Tratamento

O tratamento da gonorreia é simples, barato e está disponível gratuitamente na maioria dos postos de saúde, é basicamente feito pelo uso de antibióticos, mas é importante que tenha critério ao usar um antibiótico, tem que seguir corretamente a forma de uso indicada pelo médico. Depois do tratamento recomenda-se que retorne ao médico para verificar se os sintomas foram curados.

Recomendações

·        Usar preservativos nas relações sexuais. Pois assim evita o contato com a bactéria da gonorreia;
·        Procurar assistência médica ao primeiro sinal de corrimento ou secreção purulenta, coceira ou ardor ao urinar;
·        Seguir rigorosamente a prescrição médica para ter certeza de que a bactéria foi eliminada por completo.

Condiloma acuminado (HPV)


O que é

O condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus (vírus) humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e no ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito de rotina por todas as mulheres.
Não se conhece o tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por esse motivo, é recomendável procurar serviços de saúde para consultas periodicamente.

Sinais e Sintomas

A infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas.

Formas de contágio

A principal forma de transmissão desse vírus é pela via sexual, que inclui o contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Portanto, a infecção pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Para a transmissão, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas, mas quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O uso da camisinha durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do vírus, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.

Tratamento

Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.
Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do útero. Essa vacina, na verdade, previne contra a infecção por HPV. Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Uma dessas vacinas é quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é bivalente, específica para os subtipos de HPV 16 e 18.
A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.
É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame de citologia, Papanicolaou (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema e um momento importante para avaliar se há existência de DST.

Linfogranuloma Venéreo

O que é

É uma infecção crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que atinge os genitais e os gânglios da virilha. 

Formas de contágio

A transmissão do linfogranuloma venéreo ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, é preciso usar camisinha sempre e cuidar da higiene íntima após a relação sexual.


Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas aparecem de 7 a 30 dias após a exposição à bactéria. Primeiro, surge uma ferida ou caroço muito pequeno na pele dos locais que estiveram em contato com essa bactéria (pênis, vagina, boca, colo do útero e ânus) que dura, em média, de três a cinco dias. É preciso estar atento às mudanças do corpo, pois essa lesão, além de passageira, não é facilmente identificada. Entre duas a seis semanas após a ferida, surge um inchaço doloroso dos gânglios da virilha. Se esse inchaço não for tratado rápido, pode piorar e formar feridas com saída de secreção purulenta, além de deformidade local. Podem haver, também, sintomas gerais como dor nas articulações, febre e mal estar.

Tratamento

Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado, que consiste em uso de antibióticos por tempo determinado.