domingo, 1 de junho de 2014

AIDS

O que é AIDS?

AIDS é uma doença que ataca o sistema imunológico devido à destruição dos glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A AIDS é considerada um dos maiores problemas da atualidade pelo seu caráter pandêmico (ataca ao mesmo tempo muitas pessoas numa mesma região) e sua gravidade.

Qual o agente envolvido?

A infecção da AIDS se dá pelo HIV, vírus que ataca as células do sistema imunológico,destruindo os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A falta desses linfócitos diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas, causadas por micro-organismos que normalmente não são capazes de desencadear males em pessoas com sistema imune normal.
Vírus HIV circulando na corrente sanguínea.

Causas

Transmissão/ Contágio

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado. O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da AIDS, pode transmitir o vírus, por isso, a importância do uso de preservativo em todas as relações sexuais.
Células infectadas pelo vírus HIV.

Sabendo disso, você pode conviver com uma pessoa portadora do HIV ou da AIDS. Pode beijar, abraçar, dar carinho e compartilhar do mesmo espaço físico sem ter medo de pegar o vírus da AIDS.
Quanto mais respeito e carinho você der a quem vive com HIV/AIDS, melhor será a resposta ao tratamento, porque o convívio social é muito importante para o aumento da autoestima das pessoas e, consequentemente, faz com que elas cuidem melhor da saúde.

Assim pega HIV/AIDS


·         Sexo na vagina sem camisinha
·         Sexo anal sem camisinha
·         Uso de seringa por mais de uma pessoa
·         Transfusão de sangue contaminado
·         Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação
·         Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

     Assim não pega HIV/AIDS


·         Sexo desde que se use corretamente a camisinha
·         Beijo no rosto ou na boca
·         Suor e lágrima
·         Picada de inseto
·         Aperto de mão ou abraço
·         Sabonete/ toalha/ lençóis
·         Talheres/ copos
·         Assento de ônibus
·         Piscina
·         Banheiro
·         Doação de sangue
·         Pelo ar

     Perguntas Frequentes:

-
A prática da masturbação com parceiro eventual implica risco de contágio pelo HIV/AIDS?
Não havendo troca de sangue, sêmen ou secreção, a prática da masturbação a dois não implica qualquer risco de infecção pelo HIV/AIDS
Qual o risco de contágio por HIV/AIDS com objetos cortantes como aparelhos de barbear, brincos, alicates e piercings?
Atualmente, a maioria dos aparelhos pérfuro-cortantes fabricados, como seringas, máquinas de tatuar, aparelhos para colocar brincos ou piercings, são feitos com materiais descartáveis, que não podem ser usados mais de uma vez. Em caso de dúvida, sugerimos perguntar no local sobre os materiais utilizados. O risco de contaminação da HIV/AIDS no contato do sangue com a pele e mucosa oral é menor do que a exposição percutânea (injeção), porque há maior quantidade de células-alvo suscetíveis à infecção pelo HIV/AIDS na corrente sanguínea. Além disso, na pele e na mucosa oral existem barreiras imunológicas e não imunológicas que conferem um determinado grau de proteção, uma vez que estes lugares estão em permanente contato com o meio externo e com micro-organismos.
Mesmo com a ausência de ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo vírus da AIDS?
Apesar de o vírus da AIDS estar mais presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV/AIDS, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.
Mesmo com a ausência de ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo vírus da AIDS?
Apesar de o vírus da AIDS estar mais presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV/AIDS, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.
A prática do sexo oral sem proteção implica risco de infecção pelo HIV?
Se comparado a outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), o risco relacionado ao sexo oral é baixo. Contudo, oferece riscos maiores para quem pratica (ou seja, o parceiro ativo), dependendo fundamentalmente da carga viral (quantidade do vírus no sangue) do indivíduo infectado e se há presença de ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente). Caso não haja nenhum ferimento na boca, o risco de contágio é menor. Isto se explica, talvez, pela acidez do estômago, que pode tornar o vírus da AIDS inativo, quando deglutido. No entanto, na prática de sexo oral desprotegido, há o risco de se contrair herpes, uretrite, hepatite B, ou HPV, independente da sorologia do parceiro.

Sintomas de AIDS:

Os primeiros fenômenos observáveis para AIDS são fraqueza, febre, emagrecimento, diarreia prolongada sem causa aparente. Na criança que nasce infectada, os efeitos mais comuns são problemas nos pulmões, diarreia e dificuldades no desenvolvimento.
Fase sintomática inicial da AIDS: candidíase oral, sensação constante de cansaço, aparecimento de gânglios nas axilas, virilhas e pescoço, diarreia, febre, fraqueza orgânica, transpirações noturnas e perda de peso superior a 10%.
Infecção aguda da AIDS: sintomas de infecção viral como febre, afecções dos gânglios linfáticos, faringite, dores musculares e nas articulações; ínguas e manchas na pele que desaparecem após alguns dias; feridas na área da boca, esôfago e órgãos genitais; falta de apetite; estado de prostração; dores de cabeça; sensibilidade à luz; perda de peso; náuseas e vômitos.

Tratamento de AIDS:

A AIDS não tem cura, mas os portadores do HIV dispõem de tratamento oferecido gratuitamente pelo Governo. Ao procurar ajuda médica, em um dos hospitais especializados em DST/AIDS, o paciente terá acesso ao tratamento antirretroviral. Os objetivos do tratamento são prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente com AIDS, pela redução da carga viral e reconstituição do sistema imunológico. O atendimento é garantido pelo SUS, por meio de ampla rede de serviços.
O Brasil distribui 15 medicamentos antirretrovirais na rede pública de saúde. Esses medicamentos retardam o aparecimento da AIDS e possibilitam maior qualidade de vida ao portador do vírus. Os antirretrovirais agem na redução da carga viral e na reconstituição do sistema imunológico.

Prevenção:

Para evitar a transmissão da AIDS, recomenda-se uso de preservativo durante a relação sexual, uso de seringas e agulhas descartáveis, teste prévio no sangue a ser transfundido e uso e luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidas potencialmente contaminadas. As gestantes devem fazer o teste de AIDS e começar o pré-natal o mais cedo possível.
Como vestir a camisinha masculina.

1. Abra a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar a camisinha. Coloque a camisinha somente quando o pênis estiver ereto.
2. Aperte a ponta para retirar o ar e desenrole a camisinha até a base do pênis. Só use lubrificante à base de água. Evite vaselina e outros lubrificantes à base de óleo.
3. Após a ejaculação, retire a camisinha com o pênis duro. Fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha.
4. Dê um nó no meio da camisinha e jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha mais de uma vez. Usar a camisinha duas vezes não previne contra doenças e gravidez.
Como vestir a camisinha feminina.

1. Segure a camisinha com o anel externo pendurado para baixo.
2. Aperte o anel interno e introduza na vagina; com o dedo indicador, empurre a camisinha o mais fundo possível (a camisinha deve cobrir o colo do útero).
3. O anel externo deve ficar uns 3 cm para fora da vagina - não estranhe, pois essa parte que fica para fora serve para aumentar a proteção (durante a penetração, pênis e vagina se alargam e e então a camisinha se ajusta melhor).
4. Até que você e o seu parceiro tenham segurança, guie o pênis dele com a sua mão para dentro da sua vagina.


Infecção por Clamídia

O que é?

A clamídia é uma doença sexualmente transmissível comum causada pela bactéria chlamydia trachomati, a qual pode danificar os órgãos reprodutores da mulher. Ainda que os sintomas da clamídia sejam geralmente moderados ou ausentes, ela pode gerar complicações sérias que causam danos irreversíveis, incluindo infertilidade, antes que a mulher reconheça o problema. Clamídia também causa secreção no pênis de homens contaminados.

Como se adquire?

A clamídia pode ser transmitida durante o sexo vaginal, anal ou oral. Clamídia também pode ser passada da mãe infectada ao bebê durante o parto natural.
Qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser infectada com clamídia. Quanto maior o número de parceiros sexuais, maior o risco de infecção. Uma vez que o cérvix (entrada para o útero) de garotas adolescentes e mulheres jovens não está totalmente amadurecido, ele está sob risco particularmente alto de infecção em atividades sexuais. Já que clamídia também pode ser transmitida pelo sexo oral ou anal, relações homossexuais masculinas também apresentam risco. 

O que se sente?

Clamídia é conhecida como uma doença "silenciosa" porque em torno de 3/4 das mulheres e metade dos homens infectados não apresentam sintomas. Caso os sintomas apareçam, eles geralmente se manifestam entre 1-3 semanas depois da contaminação.
Nas mulheres a bactéria inicialmente infecta o cérvix e a uretra. Mulheres que apresentam sintomas podem ter secreções vaginais anormais e sensação de queimação ao urinar. Quando a infecção se espalha do cérvix aos tubos de falópio algumas mulheres ainda podem não apresentar nenhum sintoma, outras têm dores no abdômen inferior e na parte de baixo das costas, náusea, febre, dor durante o sexo e sangramento entre os ciclos menstruais. Infecção de clamídia no cérvix pode se espalhar para o reto.
Homens com sintomas podem ter secreções no pênis ou sensação de queimação ao urinar. Homens também podem ter queimação e coceira ao redor da abertura do pênis. Dor e inchaço nos testículos são incomuns.
Homens ou mulheres que tiveram intercurso anal receptivo podem adquirir infecção de clamídia no reto, o que pode causar dor na região, secreções ou sangramento. Clamídia também pode acontecer na garganta de homens e mulheres que tiveram sexo oral com parceiros infectados.

Como se faz o diagnóstico?

Há testes laboratoriais para diagnosticar clamídia. Alguns são teste de urina, outros requerem que seja coletada uma amostra do local como o pênis ou cérvix.

Como se trata?

Clamídia pode ser facilmente tratada e curada com antibióticos. Todos os parceiros sexuais devem ser avaliados, testados e tratados. Pessoas com clamídia devem abster-se de intercurso sexual até que elas e seus parceiros sexuais estejam completamente curados, do contrário a infecção pode ocorrer novamente. Ter múltiplas infecções de clamídia pode colocar a mulher sob alto risco de complicações reprodutivas, incluindo infertilidade.

Como se previne?

Preservativos masculinos de látex, quando usados corretamente e consistentemente, podem reduzir o risco da transmissão de clamídia.



Infecção por Tricomoníase

O que é?

A tricomoníase é uma doença de transmissão sexual da vagina e da uretra causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, um organismo unicelular com um flagelo semelhante a um chicote.
Apesar de a Trichomonas vaginalis poder infectar o tracto geniturinário tanto dos homens como das mulheres, os sintomas são mais frequentes entre as mulheres. Cerca de 20 % delas sofrem tricomoníase vaginal durante os seus anos férteis.. Nas mulheres, ataca o colo do útero, a vagina e a uretra

Nos homens, o organismo infecta a uretra, a próstata e a bexiga, mas só raras vezes causa sintomas. Em algumas populações, as Trichomonas podem ser responsáveis por todos os casos de uretrite não gonocócica. O organismo é mais difícil de detectar nos homens do que nas mulheres.

Como se adquire?

O parasita é transmitido através do contato do pênis com a vagina ou vulva com vulva (área genital externa à vagina) com uma pessoa infectada. Mulheres podem contrair tricomoníase de homens ou mulheres, porém homens geralmente só a contraem de mulheres infectadas.

O que se sente?

Nas mulheres, a doença costuma começar com uma secreção espumosa de cor verde-amarelada proveniente da vagina. Em algumas, a referida secreção é apenas ligeira. A vulva (os órgãos genitais femininos externos) pode estar irritada e dorida e é possível que o coito também cause dor. Nos casos graves, a vulva e a pele que a rodeia inflamam-se, bem como os lábios. Os sintomas são dor ao urinar ou um aumento na frequência das micções, que se assemelham aos de uma infecção da bexiga.
Os homens com tricomoníase não manifestam habitualmente sintomas, mas podem infectar as suas parceiras sexuais. Alguns apresentam uma secreção proveniente da uretra que é espumosa e semelhante ao pus, sentem dor ao urinar e precisam de o fazer com frequência. Os referidos sintomas costumam ter lugar de manhã cedo. A uretra pode sofrer uma ligeira irritação e por vezes aparece humidade no orifício do pénis.

Como se faz o diagnóstico? 

No caso das mulheres, o diagnóstico geralmente estabelece-se em poucos minutos, examinando uma amostra da secreção vaginal ao microscópio. No caso dos homens, é necessária a coleta de secreção uretral por meio de Zaragatoa ou alça de platina, preferencialmente pela manhã, quando a secreção é mais abundante. A massagem prostática pode auxiliar na sua detecção. O material deve ser analisado imediatamente.
Concomitantemente, devem ser efetuadas análises para outras doenças de transmissão sexual, cujo risco de contágio acompanha o da tricomoníase (Como Sífilis, HIV, Gonorréia e Hepatite B).
Em ambos os sexos, pode fazer-se também o diagnóstico através da coleta de urina de primeiro jato, a qual é imediatamente concentrada por meio de centrifugação, e analisada em preparações a fresco à microscopia óptica (o parasita tem aspecto e motilidade característicos) ou em preparações coradas.

Como se trata?

A tricomoníase geralmente pode ser curada com remédios sob prescrição médica. Os sintomas da tricomoníase em homens infectados podem desaparecer em algumas semanas sem tratamento. Homens infectados, mesmo que não apresentem sintomas, podem infectar a parceira sexual se não receber tratamento para tricomoníase. Desta forma, ambos parceiros sexuais devem receber o tratamento ao mesmo tempo para eliminar o parasita. Pessoas sendo tratadas contra tricomoníase devem evitar sexo até que seu parceiro sexual tenha completado o tratamento e não apresente sintomas. Ter tricomoníase uma vez não protege a pessoa de contrair a doença novamente.

Como se previne?

Evita-se a transmissão do parasita causador da doença praticando o sexo seguro, ou seja, pela adequada higiene genital, diminuindo-se o número de parceiros sexuais e usando-se preservativos. Tanto o preservativo masculino quanto o feminino provaram-se eficazes em reduzir as chances de contaminação.


Infecção por Ureaplasma

O que é?

É uma doença contagiosa, causada por uma bactéria chamada Ureaplasma urealyticum, que afeta os órgãos genitais e urinário do homem e da mulher.  Se não for tratada, pode permanecer durante anos contaminando as vias genitais. 

Como se adquire?

A transmissão pode acontecer por relação sexual  e eventualmente através de fômites (uma substância capaz de transmitir doenças contagiosas.

O que se sente?

Os sintomas normalmente aparecem entre 4 e 28 dias após a relação sexual com a pessoa infectada, e a doença pode fazer com que o infectado apresente uma secreção uretral escassa, geralmente nas manhãs. Um ardor uretral ou vaginal pode, em alguns casos, ser a única manifestação. Um homem infectado sente uma discreta sensação de queimação na uretra ao urinar. Algumas mulheres apresentam uma urgência freqüente para urinar, dor à micção, dor na região abdominal inferior, dor durante a relação sexual e secreção vaginal mucopurulenta amarela.

Como se faz o diagnóstico?

Na maioria dos casos, uma infecção causada pela Chlamydia trachomatis pode ser diagnosticada através do exame laboratorial da secreção uretral ou cervical.
As infecções causadas pelo Ureaplasma urealyticum não são diagnosticadas especificamente nas instituições clínicas comuns.
Como a cultura desse microrganismo é difícil e as outras técnicas diagnósticas são caras, o médico, em geral, supõe um diagnóstico de infecção por Chlamydia ou por Ureaplasma baseando-se nos sintomas característicos concomitantemente com as evidências contra a presença da blenorragia.

Como se trata?

Antibiótico oral. 

Como se previne?

Camisinha, tratamento simultâneo do(a) parceiro(a). 



Infecção por Gardnerella

Conceito

A gardnerella vaginalis é uma bactéria que faz parte da flora vaginal normal de 20 a 80% das mulheres sexualmente ativas. Quando, por um desequilíbrio dessa flora, ocorre um predomínio dessa bactéria (segundo alguns autores em associação com outros germes como bacteróides, mobiluncus, micoplasmas etc), temos um quadro que se convencionou chamar de vaginose bacteriana.Usa-se esse termo para diferenciá-lo da vaginite, na qual ocorre uma verdadeira infecção dos tecidos vaginais. Na vaginose, por outro lado, as lesões dos tecidos não existem ou são muito discretas, caracterizando-se apenas pelo rompimento do equilíbrio microbiano vaginal normal.A vaginose por gardnerella pode não apresentar manifestações clínicas (sinais ou sintomas). Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e com um odor ativo desagradável. O prurido (coceira) vaginal é citado por algumas pacientes, mas não é comum. Após uma relação sexual, com a presença do esperma (de pH básico) no ambiente vaginal, costuma ocorrer a liberação de odor semelhante ao de peixe podre.Foi detectada uma maior incidência da vaginose bacteriana em mulheres que tem múltiplos parceiros sexuais. 
No homem pode ser causa de uretrite e, eventualmente, de balanopostite (inflamação do prepúcio e glande). A uretrite é geralmente assintomática e raramente necessita de tratamento. Quando presentes os sintomas restringem-se a um prurido (coceira) e um leve ardor (queimação) miccional. Raramente causa secreção (corrimento) uretral. No homem contaminado é que podemos falar efetivamente que se trata de uma DST.

FLORA MICROBIANA NORMAL:

Nosso organismo, a partir do nascimento, entra em contacto com germes (bactérias, vírus, fungos etc.) os quais vão se localizando na pele e cavidades (boca, vagina, uretra, intestinos etc.) caracterizando o que se chama de Flora Microbiana Normal. Normal porque é inexorável e porque estabelece um equilíbrio harmônico com o nosso organismo.Existem condições em que este equilíbrio pode se desfazer (outras infecções, uso de antibióticos, 'stress', depressão, gravidez, uso de DIU, uso de duchas vaginais sem recomendação médica etc.) e determinar o predomínio de um ou mais de seus germes componentes, causando então o aparecimento de uma infecção. 


Sinônimos

Vaginite inespecífica. Vaginose bacteriana.


Agente


Gardnerella vaginalis.

Sintomas

Algumas mulheres podem ser assintomáticas, e quando presentes, os sinais e sintomas são:
Corrimento amarelado de odor forte e desagradável;
Bolhas superficialmente distribuídas pela vulva;
Coceira intensa (incomum);
Após o ato sexual, devido à liberação de esperma na região, há um intenso odor de peixe podre.
Já nos homens, as manifestações clínicas são:
Corrimento amarelado;
Coceira;
Dor durante o ato sexual;
Dor, calor, rubor e edema (sinais inflamatórios) na região da glande, prepúcio e uretra.


Complicações/Consequências.

Infertilidade, Salpingite (É a inflamação das Trompas de Falópio), Endometrite (Inflamação e/ou irritação do revestimento do útero), DIP (Doença inflamatória pélvica), Ruptura prematura de Membranas, Aborto, aumento do risco de infecção pelo HIV se houver contato com o vírus. Há aumento também do risco de se contrair outras infecções como a gonorreia.


Transmissão

Geralmente primária na mulher. Sexual no homem. Pode ocorrer também transmissão pelo contato genital entre parceiras sexuais femininas

Período de Incubação

De 2 a 21 dias. 


Diagnóstico

Pesquisa do agente em material vaginal e/ou uretral. A interpretação do resultado deve ser associado à clínica. 


Tratamento

Medicamentoso: Metronidazol, Clindamicina. Pode haver cura espontânea da doença.


Prevenção

Camisinha. Evitar duchas vaginais, exceto sob-recomendação médica. Limitar número de parceiros sexuais. Controles ginecológicos periódicos. 




Molusco Contagioso

Conceito

Doença da pele que se caracteriza pela produção de pápulas (elevações da pele) umbelicadas (com uma depressão central), de cor que varia do branco peroláceo (translúcido) ao rosa, em geral com 2 a 6 milímetros de diâmetro e com base (local de implantação) levemente hiperemiada (avermelhada). São comumente múltiplas principalmente por serem auto-inoculáveis. As lesões são levemente pruriginosas (produzem coceira) e localizam-se em qualquer região da pele (face, tronco e áreas expostas das  extremidades) e, mais raramente, nas mucosas. Podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais comuns em crianças de 0 a 12 anos. 


Sinônimos

Molusco

Agente

Poxvírus

Complicações/Consequências

Doença de evolução benigna. Em geral há cura sem sequelas.

Transmissão

Contato direto com pessoas infectadas. Também através de toalhas, vestimentas, piscinas etc. Em adolescentes e adultos a localização das lesões na região anogenital sugere transmissão sexual.

Período de Incubação

2 semanas a 3 meses após a contaminação.

Diagnóstico

Clínico. Raramente por meio de biópsia.

Tratamento

O tratamento de escolha é a remoção das lesões por curetagem (realizada por médico). Também ocorre involução espontânea das lesões, sem deixar sequelas, após 6 meses a 2 anos do seu início.

Prevenção

Evitar contato físico com pessoas infectadas.

Lesões causadas pelo molusco